quinta-feira, 14 de junho de 2012

ARTE DO GRAFITTI NO RIO CABUÇU


Em comemoração a “Semana de Meio Ambiente” e RIO+20, estaremos realizando mediante autorização do DAEE, em parceria com o “Projeto CICAS”, e com as entidades da “Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu”,  ações ambientais e culturais. A intervenção inicial em termos educacionais seria apresentar o Rio Cabuçu a população, pintando na arte do Grafitte um painel, onde os artistas poderão imprimir uma ação comunicativa, de respeito, e de solidariedade ao Rio Cabuçu, provocando entre os futuros observadores desta arte, uma contemplação positiva, revendo sua historia, e principalmente buscando sensibilizar as crianças e adultos, os princípios básicos de pertencimento, precaução, preservação e  conservação. As ações Educacionais e culturais são ferramentas fundamentais para criar e construir a participação das comunidades. Através da comunicação visual é possível produzir analises e mudar conceitos já enraizados. E incentiva os jovens a obter conhecimentos palpáveis e participativos.  Visualizar outros jovens realizando com a colaboração da arte, reforça um continuo processo de integração, motiva o conhecimento, a confraternização, e o pertencimento local. Observando bem próximo o Rio Cabuçu, sua gente, sua fauna, vegetação e flora que um dia existiu. A importância destes registros em forma de painéis, ou de pequenas impressões de peixes, do cabuçu, da jaçanã, formaliza e identifica a nossa historia. A Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu é somente mais uma ferramenta que une as pessoas em torno da “Carta da Terra” desenhada e sonhada por pessoas de diversos pontos do planeta. E importante para praticar os princípios básicos da “Carta da Terra”, e de reconhecer o Rio Cabuçu suas fragilidades naturais e sua importância para todo o seu Vale e sua pequena bacia hidrográfica.

terça-feira, 29 de maio de 2012

HORTAS FLUTUANTES NO CICAS







HORTAS FLUTUANTES NO CICAS

DIAS 02 E 03 DE JUNHO (SÁBADO E DOMINGO)

DAS 09H30 AS 12H30



Tem como proposta incentivar os participantes a práticas de cultivo e consumo sustentável de brotos, frutos, hortaliças, ervas e plantas aromáticas, medicinais e condimentares no sistema-orgânico adaptado através de metodologias cooperativas de construção, manutenção e gestão sócio-educativa, ambiental e econômica em projetos e empreendimentos individuais e coletivos. Tendo como objetivo o desenvolvimento pessoal, profissional, comunitário e local.

Coordenação: Rafael Bordon

Construção de duas estruturas suspensas em bambú para cultivo de hortas, com sistema autônomo de irrigação.

Criação de viveiro de mudas e sistema de compostagem.


DIAS 02 3 03 DE JUNHO (SÁBADO E DOMINGO) 
DAS 9H30 ÀS 12H30
CICAS
AVENIDA DO POETA, 740
JARDIM JULIETA
PRÓX. TERMINAL DE CARGAS E COHAB FERNÃO DIAS
CONDUÇÃO: PEGAR A LOTAÇÃO PRO JARDIM GUANÇÃ E DESCER NO TERMINAL DE CARGAS.






terça-feira, 8 de maio de 2012




1ª AÇÃO DA AGENDA 21 DO VARIOCA

Vale: s. m. Geomorf - Região alongada e rebaixada do relevo. Os vales podem ter muitas origens, e constituem uma forma geomorfológica importante no entendimento da evolução do relevo. Os vales mais comuns são formas esculpidas pela erosão fluvial, às vezes com um nítido condicionante estrutural ou tectônico. Em regiões glaciais os vales são esculpidos pelas geleiras.
Um vale é o local por onde escoam, permanentemente ou temporariamente, as águas das chuvas e dos rios.
O Vale do Rio Cabuçu é a região por onde escoa o Rio Cabuçu e seus afluentes.
A Agenda 21 é um conjunto de diretrizes para se equacionar o desenvolvimento humano com a preservação das condições naturais.

A Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu é um forum formado por pessoas que atuam, individualmente ou através de coletivos, como protagonistas sociais dos locais em que vivem, buscando transformar de forma positiva a realidade que os cercam. Seu propósito é discutir os problemas ambientais que afetam a região do vale, porpor soluções e executar ações para realizá-las.

A primeira ação da agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu foi realizada entre os dias 08 de março e 15 de abril, e consistiu num painel temático sobre o mês mundial da água (março). Este painél foi feito no CICAS – Centro Independente de Cultura Alternativa e Social, que vem transformando a realidade do Jardim Julieta, bairro localizado na zona norte de São Paulo, cortado pelo Córrego Violão, afluente do Rio Cabuçu de Cima. O CICAS completou cinco (5) anos de resistência cultural e do espaço-físico, também no mês de março.

A ação contou com a colaboração dos grafiteiros EVOL (curador), CRÂNIO, BTS, BUBU e DANI. A arte buscou resgatar as riquezas naturais que o rio tinha, água limpa, biodiversidade que hoje nele está extinta, e chamar a atenção da comunidade para a condição deplorável que o rio se encontra, poluído pelo excesso de esgoto doméstico e produtos químicos jogados indiscriminadamente em seu leito.

A arte como instrumento de sensibilização para conscientizar a comunidade sobre a necessidade do tratamento das águas do Rio Cabuçu e das ações individuais que podem ser realizadas para protegê-lo. 

A tinta usada para preenchimento foi o latex, que é a base de água. Os Sprays utilizados foram de marca MTN 94, isentos de CFC.

A próxima ação da Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu está programada para junho, mês do meio ambiente. Denys EVOL e equipe farão um grafite na parede do Rio Cabuçu de Cima, do lado de dentro do rio, num trecho do Parque Edu Chaves com grande visibilidade para quem vem pela Rodovia Fernão Dias, de Guarulhos para São Paulo.

A idéia da ação será chamar a atenção da comunidade para o rio, num trecho em que o mesmo se encontra morto, com suas águas extremamente poluídas, suas margens assoreadas, e tubulações de esgoto que poderão ser observadas em plena atividade, desaguando todo tipo de dejetos no leito do rio.

Já temos a autorização do DAEE – Departamento de Água e Energia Elétrica, órgão que faz a gestão dos recursos hídricos do Estado de São Paulo, para realizarmos a atividade.



                       1 st ACTION OF THE AGENDA 21 VARIOCA


It: s. m. Geomorf - Region elongated and sunken relief. The valleys may have many sources, and are an important way in understanding the geomorphological evolution of relief. The most common forms valleys carved by fluvial erosion, sometimes with a distinct structural or tectonic condition. In regions are glacial valleys carved by glaciers. A valley is a place where they sell, permanently or temporarily, the waters of the rains and rivers.

The Cabuçu River Valley is the region where the river flows Cabuçu and its tributaries.

Agenda 21 is a set of guidelines to equate human development with the preservation of natural conditions.


Agenda 21 Cabuçu River Valley is a forum made ​​up of people acting individually or through collective social actors such as the locations in which they live, seeking to turn a positive reality that surrounds them. Its purpose is to discuss environmental issues affecting the region of the valley, porpor solutions and take actions to realize them.

The first action of the Agenda 21 Cabuçu River Valley was held between March 8 and April 15, and consisted of a thematic panel on the global water months (March). This panel was made in CAQs - Center for Independent Culture and Social Alternative, which has transformed the reality of Juliet's Garden, a neighborhood located in the north of Sao Paulo, cut by the Guitar Stream, a tributary of the Rio de Cima Cabuçu. The CAQs completed five (5) years of cultural resistance and space-physical, also in March.

The action with the collaboration of graffiti EVOL (healer), CRÂNIO, BTS, BUBU and DANI. The art sought to recover the natural resources that the river had clean water, biodiversity that today it is extinct, and draw the community's attention to the deplorable condition that the river is polluted by domestic sewage and excess chemicals dumped indiscriminately in his bed.

Art as a tool for raising awareness to educate the community about the need for treatment of water from the Cabuçu and individual actions that can be done to protect it.

The ink was used to fill the latex is water based. The sprays used were brand MTN 94, CFC-free.


The next action of the Agenda 21 Cabuçu River Valley is scheduled for June, month of the environment. When Evol Denys and his team will make a graffiti on the wall of Cabuçu Rio de Cima, from the inside of the river, a stretch of Park Edu Chaves with great visibility for those coming by Highway Fernao Dias, to Sao Paulo Guarulhos.

The idea of action is to draw the attention of the community to the river, a stretch in which it is dead, with their highly polluted waters, its edges sanded, and sewer lines that may be observed in full swing, ending all kinds of waste into the river.

We already have the authorization of DAEE - Department of Water and Power, the body that manages the water resources of the State of São Paulo, to accomplish the activity.



segunda-feira, 26 de março de 2012

Editorial:
A Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu, tem como objetivo colher as vozes do Vale do Rio Cabuçu: a nossa historia, a nossa cultura, a forma de viver, nossas questões sociais, ambientais e políticas. Especialmente nas questões políticas, em meio aos ensaios dos partidos políticos objetivando as eleições municipais que estão próximas. Sem duvidas receberemos visitas dos políticos de outras regiões do município, que não conhecem a nossa realidade, mas também receberemos as visitas dos nossos políticos nativos, que são aqueles que deparamos diariamente com seus nomes escritos nos muros de eleições anteriores, suas promessas atendidas, ou aquelas que ainda não foram concretizadas por inúmeros motivos que desconhecemos, ou não participamos efetivamente de sua concretização. A agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu poderá ser um bom canal de participação, avaliação, e de outros aspectos que afligem a nossa população, e essencialmente dentro dos “Principios da Carta da Terra” isentando-se de bandeiras partidárias, mas absolvendo e expondo os projetos políticos e seus idealizadores, e assim, oferecer qualidade local em nosso “Voto Municipal” e futura cobrança dos projetos oferecidos pelas agremiações partidárias, e seus membros eleitos neste próximo pleito municipal.  A partir deste texto do Eduardo Bizon, que tem sua atenção mais voltada as questões da saúde, inclusive como Conselheiro de Saúde, sempre atuando voluntariamente. Recentemente nos permitiu que publicássemos os seus textos, que consta em seu blog – eduardobizon.zip.net – é a abordagem da nossa atual realidade, postada em 26/11/2011, que retrata a visão de saúde/ambiental proporcionada por uma atividade que é importante, mas que não deveria estar em meio a um conjunto habitacional, e a bairros exclusivamente residenciais de acordo ao Plano Diretor do Município, e especialmente dentro do Vale do Cabuçu que já tem inúmeros poluidores de boa “Casca” para a qualidade de vida da nossa população. Ex. Aeroporto Internacional de Guarulhos, com os seus 500 voos diários, e com a ampliação do Terceiro Terminal chegando a 800 voos/dia, somando-se Projeto do Rodoanel Norte. Enfim, seja bem-vindo Engo. Eduardo Bizon, e antecipadamente as entidades que participam da Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu, agradecem  a disponibilidade de suas informações e de amplo conhecimento de nossa região.


Terminal de Cargas Fernão Dias é contrário à Saúde e ao Meio Ambiente
Um assunto polêmico é o que se refere ao Terminal de Cargas Fernão Dias. Considerado o maior da América do Sul, foi instalado na década de 1980, na região de Vila Sabrina, pelo então prefeito Mario Covas influenciado pelo seu antecessor, Reinaldo de Barros, que em sua gestão já havia inaugurado no mesmo local o Shopping do Caminhoneiro, designado Rodo-Shopping. Na realidade ambos estavam inadvertidamente trazendo, para essa região da Zona Norte de São Paulo, uma assombração gigante produtora de gases poluentes expelidos pela queima de óleo diesel de milhares de caminhões que entram, ficam estacionados vários dias até conseguir carga para sair da região. Considerando que o óleo diesel brasileiro é um dos piores do mundo, como agente poluidor torna-se devastador ao longo do tempo. Ventos que sopram nas direções norte e leste, conforme constatado por gestores ambientais levam o gás poluente ali produzido para o lado norte da cidade batendo às portas da reserva florestal da Serra da Cantareira e para o leste aglomerando no lado residencial classe “A” do bairro do Tatuapé, Anália Franco. Obviamente que os males produzidos aos moradores dos bairros vizinhos ao Terminal de Cargas são catastróficos. Essa região de população flutuante, haja vista a quantidade enorme de caminhoneiros e ajudantes oriundos de todos os locais do país e de outros paises da América do Sul, além da poluição do ar e sonora fabricada gratuitamente pelos caminhões produzindo estresse alimentador de doenças coronárias, respiratórias e auditivas, também carregam agentes de doenças infecto-contagiosas tais como as sexualmente transmissíveis, dengue e tuberculose. Isso é fato, não há o que contestar. Basta consultar os índices epidemiológicos da região para se chegar a conclusões confirmativas. O Terminal de Cargas Fernão Dias precisa e deve ser encarado como provisório para que num futuro próximo seja transferido para regiões lindeiras ao Rodo-Anel. Isso é ponto inquestionável para quem pensa de maneira sensata e teme por um futuro indesejável. Aí sim o local poderá se transformar num complexo de moradia popular com infra-estrutura necessária, ou seja, escolas de nível fundamental e médio, posto de saúde, praças jardinadas, centro cultural e centro esportivo. No mais, os moradores dos bairros próximos ao Terminal, tais como, Jardim Japão, Vila Sabrina, Parque Novo Mundo, Vila Maria Alta, Jardim Guancã, Jardim Brasil e Parque Edu Chaves continuam suportando caminhões pesados transitando à porta de suas residências. Muito embora o Viaduto da Fernão Dias localizado próximo ao Terminal tenha sido inaugurado em maio de 2008, ainda não surtiu o efeito esperado pelos moradores, pois até o momento a Secretaria Municipal de Transportes através da CET não tomou providências de modo a inibir o tráfego de caminhões pela região como um todo. Em 2003, moradores se mobilizaram e convenceram as autoridades e políticos da necessidade do funcionamento do Viaduto de forma a afastar os caminhões dos bairros residenciais. Mas, infelizmente, a população foi traída pelos administradores municipais, pois o Viaduto só rendeu benefícios às empresas de transporte. É o poder econômico se sobrepondo aos interesses coletivos dos menos influentes, ou melhor, do cidadão que só existe como gente na hora do voto.


 Escrito por Eduardo Bizon às 20h02 - 26/11/2011 Foto: Ga.Ramos - diversos despejos de sinalização - fumaça (Produtos oriundo da queima de Querozene) realizados por aeronaves diariamente sobre o Vale do Rio Cabuçu - 22/02/12.


Editorial:


Agenda 21 Cabuçu River Valley, aims to collect the voices of the River Valley Cabuçu: our history, our culture, way of life, our social, environmental and political. Especially in politics, amid the trials of political parties aiming at the municipal elections that are coming. No doubt we will receive visits from politicians in other parts of the city, who do not know our reality, but also receive visits from our politicians natives, who are those who are faced daily with their names written on the walls of previous elections, met their promises, or those who have not yet been implemented for many reasons we do not know or do not participate effectively in its implementation. Agenda 21 Cabuçu River Valley may be a good channel for participation, evaluation, and other issues that afflict our people, and essentially within the "Principles of the Charter of the Earth" is the waiving party flags, but acquitting and exposing political projects and their creators, and thus offer local quality in our "Municipal Voting" and future collection of designs offered by partisan and its members elected at the next municipal elections. From this text Bizon Eduardo, who has turned his attention more health issues, including as Director of Health, always acting voluntarily. We recently allowed us to publish their texts, which appears on his blog - eduardobizon.zip.net - is the approach of our current reality, posted on 11.26.2011, depicting the vision of health / environment provided by an activity that is important, but that should not be in the midst of a housing and residential neighborhoods exclusively according to the Master Plan of the City, and especially in the Valley already has numerous Cabuçu polluters good "bark" for quality of life our population. Ex Guarulhos International Airport, with its 500 daily flights, and an expansion of the Third Terminal reaching 800 flights / day, adding to the Ring Road North Project. Anyway, welcome Engo. Eduardo Bizon, and advance the entities participating in the Agenda 21 River Valley Cabuçu, thank availability of information and their extensive knowledge of our region.



Cargo Terminal Fernao Dias is contrary to Health and the Environment

A controversial issue is what is referred to the Cargo Terminal Fernao Dias.Considered the largest in South America, was installed in the 1980s, the region of Vila Sabrina, the mayor Mario Covas influenced by his predecessor, Reinaldo de Barros, who in his administration had already opened in the same location Shopping Truckers,Road-designated Shopping. In fact both were inadvertently brought to this region of the North Zone of São Paulo, a haunting giant producer of greenhouse gases expelled by the burning of thousands of diesel trucks that come, are parked for several days until you can load to leave the area. Whereas the diesel Brazil is the worst one of the world as the pollutant becomes overwhelming over time. Winds blowing in the northward and eastward, as evidenced by managers take environmental pollutant gas produced there to the north side of town knocking on the doors of the forest reserve of Serra da Cantareira and east side residential crowding in class "A" of the neighborhood of Birmingham, Analia Franco. Obviously, the evils produced to residents in surrounding neighborhoods to the Cargo Terminal are catastrophic. This region of the floating population, given the enormous amount of truck drivers and helpers from all parts of the country and other countries of South America, as well as air pollution and noise made by trucks producing stress free feeder coronary heart disease, respiratory and auditory, agents also carry infectious diseases such as sexually transmitted diseases, dengue and tuberculosis. This is true, there is nothing to contest. Just consult the epidemiological indices of the region to arrive at conclusions confirming. The Cargo Terminal Fernao Dias needs and should be regarded as provisional for the near future be transferred to regions bordering the Road-Ring. This point is undeniable for those who think wisely and fears for a future undesirable. Then yes there may be becoming a popular housing complex with necessary infrastructure, ie schools at primary and secondary health centers, plazas jardinadas, cultural center and sports center. In all, residents of neighborhoods near the terminal, such as Japan Garden, Vila Sabrina, New World Park, Villa Maria High, Guancã Garden, Garden Park Edu Chaves Brazil and continue to bear heavy trucks traveling on the door of their homes. Although the Fernao Dias Viaduct located near the terminal was inaugurated in May 2008, has not had the effect expected by residents, since so far the City Department of Transportation through the CET has not taken action in order to inhibit traffic trucks through the region as a whole. In 2003, residents have mobilized and convinced the authorities and politicians of the necessity of the operation the Viaduct in order to remove trucks from residential neighborhoods. But unfortunately, the population was betrayed by the city administrators, because the viaduct only yielded benefits to transport companies. It is the economic power overlapping the collective interests of the less influential, or rather, the citizen who exists only as people in the time of the vote.


 Written by Eduardo Bizon to 20h02 - 26/11/2011
 Photo: Ga.Ramos - many evictions signal - smoke (products derived from burning kerosene) performed by aircraft daily on the River Valley Cabuçu - 22/02/12.


domingo, 11 de março de 2012

Cicas X Posto de Saude, Cultura X Saude, Direitos Socioambientais X Ampliação do Terminal de Cargas F. Dias, ou Comunidade X Comunidade


Todas as possibilidades acima são plausíveis de analises para quem vive dentro do Vale do Rio Cabuçu, mas o confronto ou versus, nunca serão formas produtivas em uma sociedade justa e equilibrada. E observar novamente o CICAS na frente de ações saudáveis, mas como um herói tolo, poderia estar prevendo à angústia de mais uma ação radical em sobreviver em meio, a um ambiente de espécie de “Fogo Amigo”, estes que conhecemos, convivemos e defendemos diariamente. Como não concordar com um argumento publico de Saúde Publica, para uma região totalmente carente deste atendimento, e serviços,  onde podemos incluir o próprio Jd. Cabuçu, onde recebemos diariamente uma carga abrasiva de dióxido de carbono, proveniente de vetores logísticos: aviação, caminhões, e congestionamentos diários. Sabemos que são ações importantes para a comunidade do Jd. Julieta, que tem que sentir que o Poder Publico, reconhece suas solicitações, mas fundamentalmente tem que reconhecer que o “Projeto CICAS” foi igualmente essencial para existência deste espaço, porque pela Administração anterior da subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme, tudo não passaria de um monte de entulhos naquele periodo. Agradecer ao CICAS por resistir é solidarizar-se com todos aqueles que em plena Segunda-Feira(Jul/2010), se postaram dentro do CICAS, para resistir aos tratores, força policial, e por colaboração do CQC, e de varias entidades culturais, Sociais, Ambientais e Universitárias (Laborcidade/USP) as paredes permaneceram no local. A “Resistência CICAS” obteve êxito, porque buscou o dialogo, fundamentou ações e seu propósito cultural, e de cidadania, motivou responsabilidades entre todos, inclusive a própria Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme posteriormente observou, e cedeu aos propósitos de um Projeto Cultural envolvendo a Secretária da Cultura do município de São Paulo - projeto em estudos. Passados dois anos novamente se apresenta uma nova intenção de ocupação do espaço CICAS, e em Reunião da Comunidade local no próprio espaço CICAS, a proposta que já ouvia pelos cantos da Comunidade, pela instalação de um Posto de Saúde, para atender a 22 condomínios, e perto de 5000 pessoas, e mais uma vez o CICAS reconhece a importância da ação e abre para o dialogo, respeita as mães, nossas crianças, nossos idosos, e o futuro. O Jd. Julieta se personaliza, apesar de que as vezes o Poder Publico Municipal erra novamente em chamar o novo ecoponto, de “Ecoponto Vila Sabrina” dentro do próprio Jd. Julieta, mas esperamos a correção do atual administrador da Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme. Diante de um momento psicológico tão intenso, assim referendado pelos representantes do CICAS, ficou a certeza que o documento proposto escreveu uma linha importante do compartilhamento da Comunidade com o CICAS, com o Grêmio Esportivo,e reconhecer a todos como uma única comunidade, conclui um documento com propósitos claros e firmes que o Projeto é o compartilhamento da Cultura e Saúde juntos, preconizados neste documento, e não podemos conviver com promessas verbais que foram feitas ao GEAVI quando da sua desativação fisica, e de oferecer um novo espaço para as suas atividades   esportivas que  nunca ocorrerão. Não há vencedores e vencidos, a comunidade soma e não divide, e os novos canais foram efetivados dentro dos espaços sociais, ambientais e políticos. Sabemos que existe um projeto de magnitude ainda maior para ser absorvido,  e apresentado as comunidades do entorno do atual Terminal de Cargas Fernão Dias, ou futuro Pólo Logístico, e toda à sua conjunção estrutural, que vai oferecer profundas mudanças para toda a região.  E todos os argumentos da pratica de cidadania, de respeito, é que temos o prazer de reconhecer no CICAS, um parceiro fundamental, Movimento fundador da Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu, e todas as entidades participantes, e amigos agradecem  pela ética, pela cultura e por ideais da boa Educação de sempre! E não poderia deixar de oferecer um Salve! Mulambo! Para toda a Comunidade do Jd. Julieta e seu entorno.

Texto: Ga. José Ramos de Carvalho – foto: site oficial - CICAS.

Segue o documento enviado aos Representantes do Poder Publico Municipal e as entidades que participaram das propostas acordadas.

COMISSÃO DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS E INTERESSES DOS MORADORES E TRABALHADORES DO JARDIM JULIETA.


Encaminhado à: Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal do Esporte, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Saúde, o parceiro OSS-SPDM e a própria Prefeitura do Município de Paulo.

Assunto: Interação do Complexo Social Jardim Julieta pela manutenção da qualidade de vida dos Moradores da Região e entorno.

Texto completo: Link - Movimentos Sociais.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Prof. Phd. Luis Carlos Molion - Um prazer em publicar seus textos!


Temos a amizade e a disponibilidade dos seus conhecimentos. O Prof. Dr. Luis Carlos Molion, cientista brasileiro, com formação na USP, pertence a um clube restrito de cientistas que deram inicio a história da climatologia no Brasil. Tive a honra de conhecê-lo em um tema que vai à contramão do pensamento global sobre as circunstâncias do Aquecimento Global. Em varias entrevista ou palestra o Prof. Molion, expõem de forma clara toda a mecânica operacional nas relações diretas entre o Sol, a Terra e principalmente o seu elemento preferido o carbono, chamado por ele de "O gás da Vida". Na condição de um Mago Cientista, a dois anos atrás comentou sobre a possibilidade de acontecer terremotos importantes, e alterações climáticas com tendência ao resfriamento do planeta. E os fatos estão acontecendo, terremotos significativos: Haiti, Japão, e Turquia. E quanto ao resfriamento, os noticiários ainda presentes, relatam as baixas temperaturas que estão sendo registradas na Europa, Asia e acreditem no Norte do Continente Africano. O Prof. Molion, em passagens rápidas pelo Vale do Rio Cabuçu a caminho do Aeroporto de Cumbica, me aconselhou algumas vezes em mudar do Vale do Cabuçu, pelo aspecto geográfico de efeito envelopado com a tampa da Serra da Cantareira, e a Bacia Aérea Saturada pela poluição produzida pelos aviões de Cumbica, suas descargas continuas de sinalização na passagem sobre a área de Cumbica. A contribuição desastrosa do estacionamento de caminhões do Terminal de Cargas Fernão Dias, confinando todo o dioxido de carbono neste envelope geográfico, e os congestionamentos diários produzidos pela junção da Via Dutra e Rodovia Fernão Dias. E o fato preocupante é a formação da Ilha de Calôr instalada sobre o Vale do Cabuçu e região, e agora para aumentar ainda mais a temperatura da região, estão se instalando imensos estacionamentos de veículos de leilões e de entrepostos de veículos zero de uma grande montadora de veículos. Todo este cenário resulta neste filme sobre os relampagos registrado neste dia 27/02/12 com uma concentração enorme de nuvens, na cabeça do Vale do Aricanduva, com seus ventos vindos do Oceano Atlântico, e o vindos da região da Amazônia, efeito este da Zona de convergência, passando sobre a Serra da Cantareira, provocando este cenário teatral maravilhoso, e por um tempo superior a 35 minutos foi possível presenciar este espetáculo natural. O Prof. Molion em contato via e-mail estará nos enviando seus textos mais recentes, e ja temos o prazer de contar com dois textos enviados, e que colocaremos para conhecimento nas próximas edições do blog da Agenda 21 do Vale do Rio Cabuçu. Continuamos a viver no Vale do Cabuçu, na busca da consciência e de estudos por meios dos órgãos ambientais do Estado de São Paulo – (CETESB), o encontro dos patamares técnicos que envolve todo o Vale do Cabuçu. Temos uma população superior a 300.000 pessoas, e gostaríamos de conhecer de fato a nossa realidade de estudos pontuais e não pela média da cidade. Recentemente enviamos ofícios em 17/11/11 a Secretaria do Verde e Meio Ambiente do município de São Paulo, reivindicando o EIA/RIMA da instalação no novo projeto de ampliação do Terminal de Cargas Fernão Dias com um outro nome – Pólo Logístico Fernão Dias, e repudiamos o EVA – Estudo de Viabilidade Ambiental, e o Sec. Dr. Eduardo Jorge Sobrinho, Secretária do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, após 03 meses ainda não tivemos a sorte de receber qualquer informação ou posicionamento. Fica a certeza que o próprio órgão técnico da Secretária do Verde e Meio Ambiente do Municipio o DECONT, igualmente repudiou o EVA e pediu a instalação do EIA/RIMA para a ampliação deste Terminal de Cargas,  onde pode ser creditado no próprio EVA que se encontra disponível no site ou Portal da Prefeitura de São Paulo, no link da Secretária do Verde e Meio Ambiente, em seu link: EVA/EIA-RIMA. O fato é que a quem recorrer sobre estes estudos e parâmetros? Secretária de Estado e Meio Ambiente, Ministério do Meio Ambiente, porque envolve duas Rodovias Federais e um Aeroporto Internacional, e quanto a saúde das pessoas, a quem nos socorrer: Pulmões, Patologias Cardiacas, AVS´s ou alergias de nossas crianças do Vale do Cabuçu. São perguntas, apenas perguntas, que insistem em não ter respostas, ou que ainda não é infelizmente de nosso conhecimento.
Texto – vídeo e foto: Ga. Ramos de Carvalho

Prof. Phd. Luis Carlos Molion. A pleasure to publish their texts!

We have the availability of their friendship and knowledge. Professor. Dr. Luis Carlos Molion, Brazilian scientist, trained at USP belongs to a restricted club of the early scientists who gave the history of climate in Brazil. I had the honor of meeting him on an issue that goes to the opposite of global thinking about the circumstances of Global Warming. In several interviews or lecture Prof. Molion, clearly expose all the mechanics operating in direct relations between the Sun, Earth and especially your favorite element carbon, called him "The Gas of Life." Provided a Magician, Scientist, two years ago commented on the possibility of major earthquakes happen, and climate change with a tendency to cool the planet. And the facts are happening, significant earthquakes: Haiti, Japan, and Turkey. What about the cooling, the news still present, reported that low temperatures are being recorded in Europe, Asia and believe in North Africa.Professor. Molion in fast passages by Cabuçu River Valley on the way to Guarulhos International Airport, advised me to change sometimes Cabuçu Valley, the geographical aspect of effect enveloped with the lid of the Serra da Cantareira Saturated Air Basin and pollution produced by Cumbica planes, their continuous discharges signaling in passing over the area of ​​Cumbica. The contribution of the disastrous parking of trucks Cargo Terminal Fernao Dias, confining all the carbon dioxide in the geographic envelope, and the daily traffic jams produced by the junction of the Via Dutra highway and Fernao Dias. And the worrying fact is the formation of heat islands installed on Cabuçu Valley Area, and now to further increase the temperature of the region are setting up huge parking lots and warehouses for auctions of new vehicles from a major automaker vehicle. To this scenario results in this movie recorded on this day 27/02/12 with an enormous concentration of clouds at the head of Aricanduva Valley, with its winds from the Atlantic Ocean, and from the Amazon region, an effect of the Convergence Zone, passing over the Serra da Cantareira, causing this wonderful theatrical setting, and for a time exceeding 35 minutes was possible to witness this natural spectacle. Professor. Molion in touch via e-mail will be sending us their latest texts, and already we are pleased to have sent two texts, and knowledge to put the blog in upcoming issues of Agenda 21 Cabuçu River Valley. We still live in the Valley Cabuçu in the search and study of consciousness by means of the environmental agencies of the State of Sao Paulo - (CETESB), the meeting of technical levels that involves the entire Valley Cabuçu. We have a population exceeding 300,000 people, and in fact would like to know our reality of specific studies and not by the city average.Recently we sent letters to the Secretary of the Green 17/11/11 and Environment of São Paulo, claiming the EIS / EIR of the installation in the new expansion project of the Fernao Dias Cargo Terminal with a new name - Pole Logistics Fernao Dias, and repudiate the EVA - Environmental Feasibility Study, and Dr. Eduardo Jorge Sobrinho Sec, Secretary to the Green and Environment of São Paulo, after 03 months have not had the luck to receive any information or position. It is sure that the very technical body of the Secretary of the Green and Environment of the City DECONT also repudiated the EVA and asked for the installation of the EIS / EIR for the expansion of Cargo Terminal, which can be credited in the actual EVA which is available on the website or portal of the Municipality of São Paulo, the link of the Secretary of the Green and the Environment in your link: EVA / EIA-RIMA. The fact is that those who rely on these studies and parameters? Secretary of State and the Environment, Ministry of the Environment, because it involves two and a Federal Highways International Airport, and the health of people, whom the rescue: Lungs, heart disease, AVS's our children or allergies Valley Cabuçu. These are questions, only questions that did not insist on answers, which unfortunately is not of our knowledge.
Text - Video and Photo: Ga. Ramos de Carvalho

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Principios da CARTA DA TERRA - RIO92 - RIO+20


RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, em longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.
Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário:

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA.

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
 a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas conseqüências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada a sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.


III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistênciasustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras erecursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.


Texto: Carta da Terra - Foto: Ramos de Carvalho - Vale do Rio Cabuçu